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Calendário do Bolsa Família 2026: datas de pagamento por final do NIS

Veja quando cai o Bolsa Família de agosto de 2026 pelo final do seu NIS, o calendário completo do ano, os valores atualizados e quem tem direito. Atualizado com as datas oficiais.

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O Bolsa Família de agosto de 2026 começa a cair no dia 18 e vai até o dia 31, escalonado pelo último dígito do seu NIS. Se o seu termina em 1, você recebe no primeiro dia; se termina em 0, no último. A tabela completa está logo abaixo — e como ela muda todo mês, vale salvar esta página.

O pagamento segue sempre a mesma lógica: a Caixa deposita nos últimos dez dias úteis do mês, e a ordem é definida pelo número final do seu NIS (o Número de Identificação Social, aquele impresso no cartão do programa e no app do Bolsa Família). Quem tem NIS final 1 recebe primeiro; a fila avança dia a dia útil até o final 0.

Calendário do Bolsa Família de agosto de 2026 por NIS

Final do NIS Data de pagamento
1 18 de agosto (terça)
2 19 de agosto (quarta)
3 20 de agosto (quinta)
4 21 de agosto (sexta)
5 24 de agosto (segunda)
6 25 de agosto (terça)
7 26 de agosto (quarta)
8 27 de agosto (quinta)
9 28 de agosto (sexta)
0 31 de agosto (segunda)

Até o fechamento desta página, o governo não anunciou antecipação nacional para agosto. A antecipação costuma acontecer em municípios que decretaram emergência ou calamidade — nesses casos, o valor cai de uma vez para todo mundo, independentemente do NIS. Se a sua cidade não está nessa situação, vale a tabela acima.

Calendário completo do Bolsa Família em 2026

Se você quer se planejar para os próximos meses, este é o calendário do ano inteiro. As datas abaixo marcam o início (NIS final 1) e o fim (NIS final 0) de cada mês — os outros finais caem nos dias úteis entre essas duas datas, na ordem de 1 a 0.

Mês Começa (NIS 1) Termina (NIS 0)
Janeiro 19 30
Fevereiro 12 27
Março 18 31
Abril 16 30
Maio 18 29
Junho 17 30
Julho 20 31
Agosto 18 31
Setembro 17 30
Outubro 19 30
Novembro 16 30
Dezembro 10 23

Repare em dezembro: as datas são antecipadas para que o dinheiro entre antes do Natal e do Ano-Novo. É o único mês em que o calendário foge um pouco do padrão de "últimos dez dias úteis".

De quanto é o Bolsa Família em 2026

O benefício não é um valor único — ele é montado a partir de um piso e de adicionais por perfil da família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), a composição em 2026 é:

  • R$ 600 — é o valor mínimo garantido por família (o Benefício de Renda de Cidadania somado aos demais nunca fecha abaixo disso).
  • + R$ 150 por criança de até 6 anos — o Benefício Primeira Infância (BPI), pago por cada criança nessa faixa.
  • + R$ 50 — o Benefício Variável Familiar (BVF), pago por gestante e por cada criança e adolescente de 7 a 18 anos incompletos.

Na prática: uma família com dois filhos pequenos, um de 3 e um de 10 anos, recebe o piso de R$ 600 mais R$ 150 (o de 3 anos) mais R$ 50 (o de 10 anos) — desde que esse total supere o mínimo, é ele que vale. Por isso duas famílias do mesmo bairro podem receber valores bem diferentes: depende de quantas crianças, a idade delas e se há gestante.

Quem tem direito ao Bolsa Família

O critério central é a renda por pessoa. Entra no programa a família com renda mensal de até R$ 218 por pessoa — é a chamada linha de pobreza usada pelo Bolsa Família. Para o cálculo, soma-se toda a renda da casa e divide-se pelo número de moradores.

Dois pontos que geram muita dúvida:

  • É preciso estar no CadÚnico. O Cadastro Único é a porta de entrada; sem cadastro atualizado (e ele precisa ser revisado a cada dois anos, ou sempre que algo muda na família), não há benefício. A inscrição é feita no CRAS do seu município.
  • Aumentar a renda não corta o benefício na hora. Pela Regra de Proteção, se a renda por pessoa subir acima de R$ 218 mas ficar até meio salário mínimo, a família continua recebendo 50% do valor por um período de transição (de 12 a 24 meses, conforme quando entrou na regra). É o mecanismo que evita punir quem conseguiu um trabalho. O teto exato em reais depende do salário mínimo do ano — confirme o valor vigente antes de fazer a conta.

O dinheiro não caiu na data. E agora?

Se chegou o seu dia e nada apareceu, antes de se desesperar: o valor fica disponível a partir da data do seu NIS e não expira no mesmo dia — você pode sacar ou usar pelo Caixa Tem nos dias seguintes. Se depois de alguns dias ainda não constar, os caminhos são consultar o app do Bolsa Família ou o Caixa Tem, ligar para o Disque Social 121 (gratuito) ou procurar o CRAS. Bloqueio ou cancelamento costuma estar ligado a cadastro desatualizado — nesse caso, a atualização no CadÚnico é o primeiro passo.

Perguntas frequentes

Onde encontro o meu NIS? Está no cartão do Bolsa Família, no aplicativo do programa, no app Caixa Tem e na Carteira de Trabalho Digital. É o mesmo número usado em outros benefícios sociais.

O calendário é igual para todo o Brasil? Sim, as datas por final de NIS valem para todo o país. A exceção são os municípios em situação de emergência ou calamidade reconhecida, que podem ter pagamento unificado e antecipado.

Quem recebe o Bolsa Família tem direito a alguma coisa a mais? Famílias no Bolsa Família e no CadÚnico costumam ter acesso a outros benefícios, como a Tarifa Social de Energia Elétrica (desconto na conta de luz) e a isenção em taxas de concursos. Cada um tem regras próprias e cadastro separado.

Recebi menos que no mês passado. Por quê? O valor muda quando a composição da família muda — uma criança que passou dos 6 anos deixa de gerar o adicional de R$ 150 (mas pode gerar o de R$ 50), ou alguém saiu do perfil. Grandes quedas sem motivo aparente valem uma ida ao CRAS para checar o cadastro.


As datas e os valores desta página seguem o calendário e as regras oficiais do Bolsa Família divulgados pelo MDS e pela Caixa Econômica Federal. Valores de benefício e critérios de renda podem ser reajustados — confirme sempre na fonte oficial (gov.br/mds e Caixa) antes de tomar qualquer decisão. Última atualização: agosto de 2026.

LM
Autor
Letícia Monteiro
Economista de formação com passagem por jornalismo de dados — cobriu inflação, consumo e custo de vida em redação antes de virar freelancer. Pega a notícia econômica que saiu hoje e responde a única pergunta que importa: e isso muda o quê pra mim? Não dá palpite de investimento nem crava previsão; cita a fonte do número (ANP, Banco Central, IBGE, EIA) e traduz o fato em decisão prática.
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